Presentes corporativos para clientes: o guia completo

Presentes corporativos para clientes: o guia completo
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Existe um momento em que a conta muda e vale a pena pensar em presentes corporativos para clientes.

Uma empresa passa anos brigando por cliente novo e, um dia, percebe que o cliente que já tem vale mais, custa menos para manter e some sem avisar se ninguém olhar para ele.

É nessa virada que presentes corporativos para clientes deixam de parecer despesa e passam a parecer o que são: a parte mais barata de uma estratégia de retenção.

Este guia é sobre como fazer isso bem. Quem escolher, quanto investir, o que funciona em escritório e o que fazer para o presente não voltar para a floricultura.

Quando presentear um cliente

Não existe uma data só, e depender de uma é o erro que faz o gesto perder efeito.

O Dia do Cliente é em 15 de setembro.

A data nasceu em Porto Alegre, em 2003, criada pelo especialista em marketing gaúcho João Carlos Rego. O raciocínio era prático: setembro era um mês morno para o comércio, entre o Dia dos Pais e o Dia das Crianças, e faltava um motivo para reaproximar loja e consumidor. A ideia saiu daqui e foi longe. Hoje a data é reconhecida oficialmente em 14 estados e em mais de 160 municípios, segundo o Sebrae.

Fechamento de contrato

O momento mais óbvio é o menos aproveitado. Presente que chega no dia da assinatura, e não três semanas depois, marca o início da relação.

Aniversário da parceria

Um ano, cinco anos, dez anos de contrato renovado. Quase ninguém comemora isso, e é justamente por isso que funciona.

Inauguração ou mudança de sede do cliente

Aqui a peça tem função dupla: homenageia e ocupa um espaço novo que ainda não tem nada.

Fim de ano

A época mais concorrida, quando o presente compete com dezenas de outros. Funciona, mas rende menos atenção por real investido que qualquer uma das ocasiões acima.

Sem ocasião nenhuma

O mais potente de todos. Presente sem motivo e sem pedido anexado é o único que não pode ser lido como cortesia protocolar.

Presentes corporativos para clientes

Presentear a base inteira não fecha a conta nem faz sentido. A régua é seletiva.

Os clientes de maior receita

Óbvio e pouco feito. Vale olhar o ranking dos últimos doze meses e trabalhar com os dez ou vinte primeiros.

Os clientes antigos. Quem renova contrato há cinco anos raramente ouve um agradecimento formal.

Os clientes em risco. Aquele que reduziu volume, que demorou a responder, que está avaliando concorrente. Um presente sem cobrança reabre conversa melhor que qualquer e-mail de reativação.

Quem indica. O cliente que traz outros clientes é comercialmente o mais valioso da carteira, e quase nunca é reconhecido por isso.

Por que flores e não brinde?

Presente corporativo tem um problema de origem: quase tudo que se dá é esquecível.

Caneca vira mais uma caneca. Garrafa térmica com logo é propaganda, não presente. Cartão-presente é simpático e invisível. Vinho vai para o armário e ninguém sabe se foi bebido.

Uma peça de flores tem três coisas que os outros não têm. Ela ocupa um espaço visível. É vista por todo mundo que passa na recepção, e não só pelo destinatário. E permanece por semanas, o que estica o efeito muito além do dia da entrega.

Tem também a vantagem da escala. Vinte peças iguais com vinte cartões diferentes é uma operação simples numa floricultura e complicada em quase qualquer outra categoria.

Faixas de investimento

Aqui é onde a decisão trava, então vale ser concreto. As faixas abaixo refletem o catálogo da Arquitetura das Flores.

Até R$ 500: peça de mesa. Box de mini rosas, arranjo de lisianthus, mix de flores. É a faixa de pedido em volume, quando a lista tem quinze ou vinte nomes e o cálculo é por unidade multiplicada.

De R$ 500 a R$ 900: a faixa de melhor equilíbrio para cliente importante individual. Cabem orquídeas Phalaenopsis, box flower de rosas e composições com hortênsia. É também onde entram os arranjos com espumante, que funcionam bem em fechamento de contrato porque o presente já vem com o brinde dentro.

De R$ 900 a R$ 1.800: Peça de recepção. Volume maior, presença visual, mini orquídeas em composição, box de flores nobres. É a faixa para o cliente que representa uma fatia grande do faturamento.

Acima de R$ 2.500: Peça de gesto único. Box de rosas e orquídeas, buquês de grande porte. Não é presente de lista, é presente de um nome só.

Uma orientação prática: é melhor enviar para dez clientes na faixa de R$ 600 do que para trinta na faixa de R$ 200. Presente corporativo barato comunica obrigação cumprida, não reconhecimento.

O que funciona em ambiente de empresa

Peça corporativa precisa sobreviver num escritório, e isso restringe a escolha.

Orquídea em vaso. A opção mais segura. Dura de dois a três meses, pede uma rega por semana, ocupa canto de mesa ou recepção. É o presente que ainda está lá dois meses depois.

Box de flores. Chega montada, com espuma floral hidratada na base. Ninguém precisa procurar vaso.

Arranjo em base rígida. Para recepção e sala de reunião, onde a peça precisa ter presença.

Sobre cor: ambiente corporativo tem paleta sóbria, com madeira, vidro e tons neutros. Branco, verde e champanhe conversam melhor com esse cenário. Composições coloridas funcionam quando a relação é informal ou o cliente tem identidade visual mais solta.

E dois cuidados que quase ninguém considera. Escritório tem ar-condicionado central e pouca ventilação, então flores de perfume intenso, como lírios e jasmins, incomodam quem passa oito horas na sala. E peça muito alta em balcão de recepção atrapalha o contato visual de quem atende.

O cartão é onde o presente se decide

Cartão institucional com logo e “obrigado pela parceria” não constrói nada. Ninguém guarda.

O que funciona é específico. Cite o projeto que deu certo, o ano em que a parceria começou, a vez em que o cliente segurou uma barra junto. Duas linhas concretas valem mais que um parágrafo corporativo.

E assine com o nome de uma pessoa, não com o da empresa. Empresa não agradece, gente agradece.

Pedido em volume: o que ter pronto

De cinco a vinte peças de uma vez é produção, não compra. Quatro informações aceleram o orçamento:

  • Quantidade e faixa por peça. Define formato e composição.

  • Planilha com nomes, endereços e o texto de cada cartão. É o item que mais atrasa pedido corporativo.

  • Endereços conferidos. Endereço de nota fiscal raramente é o endereço de entrega.

  • Janela de horário. Manhã, entre 9h e 12h, quando a recepção está ativa e a peça é vista pelo escritório inteiro ao longo do dia.

Prazo: de sete a dez dias para volume, porque envolve produção sob demanda e roteiro de entrega. Para uma peça avulsa, um ou dois dias resolvem.

Um detalhe local que custa entrega: no Rio Grande do Sul, atenção ao feriado de 20 de setembro. Peça entregue na véspera pode esperar dias por alguém na recepção.

A Arquitetura das Flores atende empresas em Porto Alegre com entrega no mesmo dia, em até três horas, e trabalha com pedidos em volume. São mais de 50 anos entregando na cidade, o que inclui saber que portaria de prédio comercial tem regra própria e que recepcionista precisa saber para quem entregar.

Perguntas frequentes

O que dar de presente corporativo para clientes? Orquídeas em vaso, box de flores e arranjos em base rígida são as opções mais adequadas ao ambiente de escritório, porque duram semanas, não exigem manutenção e ficam visíveis na recepção. Evite flores de perfume intenso e peças muito altas, que atrapalham o atendimento no balcão.

Quanto investir em um presente corporativo? Depende do peso do cliente. Peças de mesa para pedidos em volume começam na faixa de R$ 400. De R$ 500 a R$ 900 está o melhor equilíbrio para cliente importante individual. Acima de R$ 2.500 são peças de gesto único. Vale mais enviar para menos clientes com peça melhor do que para muitos com peça barata.

Com quanto tempo de antecedência pedir presentes corporativos? De sete a dez dias para pedidos com várias peças e cartões personalizados, porque envolve produção sob demanda e roteiro de entrega. Para uma peça avulsa, um ou dois dias são suficientes.

Quando é o Dia do Cliente? Em 15 de setembro, data fixa todos os anos. Foi criada em 2003, no Rio Grande do Sul, pelo especialista em marketing João Carlos Rego, para homenagear os consumidores e aquecer o comércio em um mês tradicionalmente fraco.

Vale mais dar desconto ou presente para o cliente? São ferramentas diferentes. Desconto gera volume de vendas numa data. Presente reconhece clientes de alto valor, porque é um gesto visível no ambiente de trabalho e permanece por semanas, enquanto o cupom é lido e esquecido.

Qual o melhor horário para entregar em empresa? Entre 9h e 12h. A recepção está ativa, há alguém para receber, e a peça fica visível para o escritório durante todo o dia.

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