Como cuidar de orquídea Phalaenopsis: guia prático

Como cuidar de orquídea Phalaenopsis: guia prático
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A orquídea Phalaenopsis chegou florida e ficou assim por quase três meses. Aí a última flor caiu.

Sobrou uma haste seca, quatro folhas e um monte de raiz esquisita saindo do vaso. E a dúvida: morreu ou está só descansando?

Está descansando. Na quase totalidade dos casos, está descansando.

Saber como cuidar de orquídea Phalaenopsis é menos sobre técnica avançada e mais sobre parar de fazer duas ou três coisas que a maioria das pessoas faz por excesso de zelo.

A regra número um de como cuidar de orquídea phalaenopsis

O erro que mais mata Phalaenopsis é água.

Ela é uma planta epífita. Na natureza, vive presa em tronco de árvore, com as raízes expostas ao ar, absorvendo umidade e secando entre uma chuva e outra. Raiz de orquídea precisa de oxigênio. Raiz encharcada apodrece.

Existe um indicador visual que dispensa calendário: a cor da raiz.

  • Raiz verde: ainda tem água. Não regue.

  • Raiz prateada ou esbranquiçada: hora de regar.

Por isso, o vaso transparente que vem de fábrica é útil, e não apenas estético. Ele deixa a raiz visível. Na prática, isso costuma dar uma rega por semana, e menos que isso no inverno, quando a planta desacelera.

Como regar: água em temperatura ambiente, direto no substrato, deixando escorrer todo o excesso. Nunca deixe o vaso parado num pratinho com água.

E dois cuidados que fazem diferença: não molhe o miolo da planta, aquele ponto central de onde saem as folhas, porque a água acumulada ali causa apodrecimento bacteriano. E esqueça a história do cubo de gelo. É uma planta tropical.

Luz: clara, mas nunca sol direto

Phalaenopsis quer claridade forte e filtrada.

Janela voltada para o leste é o lugar ideal, com o sol suave da manhã. Oeste também funciona, desde que haja uma cortina leve. Sol direto do meio do dia queima a folha e deixa manchas que não voltam.

O teste é a folha. Verde médio e firme significa luz adequada. Verde muito escuro indica pouca luz, e é a causa mais comum de a planta não florir de novo. Folha amarelada ou com marcas claras indica luz demais.

Temperatura: aqui o gaúcho precisa prestar atenção

Este é o ponto em que o guia genérico de internet falha para quem mora no Sul.

Phalaenopsis é tropical asiática e não tolera frio. Abaixo de 16 graus ela sofre, e corrente de ar frio é ainda pior que a temperatura baixa em si.

Em Porto Alegre, isso é uma questão real de maio a agosto. Tirar a orquídea do peitoril da janela nas noites frias resolve boa parte do problema. Longe de aquecedor também, porque o ar seco desidrata a folha rápido.

A faixa confortável fica entre 18 e 28 graus, com uma queda leve à noite.

Substrato e vaso: nunca terra

Orquídea plantada em terra de jardim morre. Sem exceção.

O substrato correto é casca de pinus, às vezes combinada com carvão vegetal ou fibra de coco. A função dele não é nutrir, é sustentar a planta, deixando ar circular entre as raízes.

Replantar não é rotina. A cada dois anos, ou quando a casca estiver visivelmente decomposta e retendo água. O melhor momento é logo depois da floração, nunca com a planta em botão.

Adubação

Adubo específico para orquídeas, diluído conforme a embalagem.

Na primavera e no verão, a cada quinze dias. No outono e no inverno, uma vez por mês ou menos. Uma dica que poucos seguem: a cada quatro regas, use só água limpa. Isso lava o acúmulo de sais do substrato, que a longo prazo queima as raízes.

O que fazer quando as flores caem

Chegamos à pergunta que trouxe você até aqui.

Olhe a haste. Se estiver verde e firme, corte acima de um dos nós, aquelas pequenas saliências ao longo dela. É comum a planta brotar dali e dar uma segunda floração.

Se a haste estiver seca e amarelada, corte rente à base. A planta vai investir energia em folha e raiz, e a nova haste virá do zero.

Nos dois casos, o intervalo até florir de novo costuma ser de alguns meses. Uma leve queda de temperatura à noite ajuda a estimular a nova haste, e no Sul isso acontece naturalmente no outono.

Cinco erros que encurtam a vida da planta

  1. Regar em dia fixo, sem olhar a raiz.

  2. Deixar água acumulada no pratinho.

  3. Molhar o miolo da planta.

  4. Sol direto do meio do dia.

  5. Cortar a haste verde rente à base logo depois da floração.

Na Arquitetura das Flores, as orquídeas saem da loja em ponto de floração e já montadas em vaso decorativo. Em mais de 50 anos em Porto Alegre, aprendemos que a pergunta que mais chega depois da venda é exatamente esta: e agora, o que eu faço?

Agora você já sabe. Basicamente, menos do que estava pensando em fazer.

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo regar orquídea Phalaenopsis?

Não use calendário fixo, use a cor da raiz. Raiz verde significa que ainda há água e não é hora de regar. Raiz prateada ou esbranquiçada indica que a planta está pronta para receber água. Na prática isso costuma dar uma rega por semana, e menos no inverno.

Por que minha orquídea não floresce de novo?

A causa mais comum é falta de luz. Phalaenopsis precisa de claridade forte e filtrada, e folha verde muito escura é o sinal de que ela está em local escuro demais. Uma queda leve de temperatura à noite também ajuda a estimular a nova haste.

Pode cortar a haste da orquídea depois que as flores caem?

Depende do estado da haste. Se estiver verde e firme, corte acima de um dos nós, porque a planta pode brotar dali e florir de novo. Se estiver seca e amarelada, corte rente à base.

Qual substrato usar na orquídea Phalaenopsis?

Casca de pinus, sozinha ou combinada com carvão vegetal ou fibra de coco. Nunca use terra de jardim, porque ela retém água e sufoca as raízes, que precisam de oxigênio.

Orquídea aguenta frio em Porto Alegre?

Phalaenopsis é tropical e sofre abaixo de 16 graus. No inverno gaúcho, tire a planta do peitoril da janela nas noites frias e mantenha-a longe de correntes de ar e de aquecedores. A faixa confortável fica entre 18 e 28 graus.

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